terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Between the lines of my soul


Acho que nunca me empenhei verdadeiramente em alguma coisa, sempre quis muita coisa, mas nem sempre me dediquei tanto quanto isso. A escrita é a minha única rotina, a minha única extrema necessidade, a única coisa a que me entrego.
A música sempre fez parte de mim, mas nem a isso me consigo agarrar. Faz parte do meu dia, da minha vida, mas não tenho força, nem paciência para melhor aquilo que nasceu comigo.
A arte da caneta é diferente, sai-me naturalmente do coração. Sempre tive facilidade em transparecer nas palavras a minha alma. A escrita é o meu paradoxo, porque aquilo que me alimenta, também é aquilo que me destrói.
Aconteça o que acontecer, as palavras vão sempre surgindo. Mas nem sempre me alivia, às vezes também magoa. Retira informação do buraco mais negro e profundo que tenho dentro de mim, aquele que considero a falseia do esquecimento. E trás como acompanhante a dificuldade de respirar, a aceleração dos batimentos cardíacos, a nostalgia escondida e a dor perdida.
Nem sempre as minhas palavras fazem sentido aos olhos do mundo, mas isso nunca me incomodou. Nunca precisei da aprovação dos outros. É a minha alma que descrevo, a minha vida, apenas eu preciso de entender as entre-linhas!



4 comentários:

A" disse...

gostei tanto, tão verdadeiro e tão sentido *.*

LuisaSanheiro disse...

Obrigado mesmo :D
É tudo sentido, talvez por isso gostes $:

A" disse...

Obrigado também, pelo coemntário ;)
gosto muito dos teus textos *.*

A" disse...

é caso para dizer : "diz o roto ao nú" , tu tens tanto ou mais geito que eu, de vês enquando lá saem umas coisas bonitas ;)