Quando tu partiste, tudo partiu contigo. Abriu-se no meu peito um buraco negro.
Não soube o que fazer. Os dias pareciam não ter fim. Eu não comia, eu não dormia, eu simplesmente não vivia, apenas o meu corpo pairava por ai, sem coração, sem alma.
Olhava em meu redor, procurava-te nos sítios habituais, mas eu nunca te via, por mais que chama-se o teu nome, tu já não me ouvias.
Todas as noites a partir daquele dia foram um tormento. Era difícil até conseguir fechar os olhos e adormecer, chorava sem parar, desejava fechar os olhos e voltar a estar a dormir do teu lado, mas fizesse o que fizesse não te conseguia alcançar. E quando finalmente caia no sono, os pesadelos assombravam-me! O dia em que te vi pela ultima vez, a tua despedida, aquele ultimo beijo na testa, revivia-os noites e noites a fio.
Todas as noites eu volta a sentir a tua mão a desentrelaçar-se da minha e nasce-me um rio de águas vivas nos olhos, a dificuldade na respiração, tal como senti naquele momento.
Os dias tornaram-se cinzentos para mim, aquilo que outrora eu teria sido, tornara-se ali numa mera existência.
Entrei num labirinto, do qual não conseguia fugir. Viver sem ti era um enigma que eu não conseguia decifrar! Os meus olhos perderam o brilho, mas mesmo assim ainda consigo ser um pouco feliz, porque a dor é a única maneira de eu ter certezas de que foste real, de que nós fomos reais.
Olho todos os dias a tua fotografia, leio as nossas conversas, revejo os nossos momentos, e nisto tudo eu vejo o Homem da minha vida!
Os dias tornaram-se cinzentos para mim, aquilo que outrora eu teria sido, tornara-se ali numa mera existência.
Entrei num labirinto, do qual não conseguia fugir. Viver sem ti era um enigma que eu não conseguia decifrar! Os meus olhos perderam o brilho, mas mesmo assim ainda consigo ser um pouco feliz, porque a dor é a única maneira de eu ter certezas de que foste real, de que nós fomos reais.
Olho todos os dias a tua fotografia, leio as nossas conversas, revejo os nossos momentos, e nisto tudo eu vejo o Homem da minha vida!
Passaram-se dois meses e alguns dias, alias, oito exactamente desde que escutei a tua voz pela última vez, desde que senti a tua essência. Nesse espaço de tempo nada aconteceu, nada mudou, pelo menos para mim. Os ponteiros dos relógios continuam a andar, os dias continuam a passar, os de mais continuam com a sua vida, mas eu parei. Deixei de viver no momento em que partiste e levaste contigo a minha alma, volto a respirar e o meu coração volta a bater quando tu me a devolveres com o teu regresso.
Eu não pertenco ao teu mundo, mas pertenco-te a ti!

4 comentários:
pois, é mesmo isso. és como eu, no que outros escrevem eu vejo o que sinto mas não consigo explicar. Chego ali e está lá tudo. As pessoas adoram julgar os outros, mas depois quando eles próprios fazem algo que não está bem ou que outros julgam esperam ser compreendidos e não julgados. preocupam-se mais com a vida de terceiros do que com a deles e depois dá nestas coisas. e mais uma vez gostei muito do texto :)
e é mesmo assim que tens que pensar. nem mais nem menos, é exactamente assim. queme está bem está , quem não está "ponha-se" :p
e não tens que agradecer :)
oh, sempre ás ordens :)
ps: já aceitei o pedido no facebook :)
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